HISTÓRICO SOF
Hoje em nossa sociedade a propaganda seduz as pessoas com possibilidades de status ao adquirir produtos necessários e supérfluos.
A falta de planejamento e, muitas vezes, para realizar sonhos de consumo ou atender necessidades nem sempre justificadas levam as pessoas a contraírem empréstimos.
Foi justamente para evitar que os associados acumulassem dívidas, que Diretoria da COOPEREMBRAER implantou o Serviço de Orientação Financeira - SOF na Cooperativa que oferece um serviço de acompanhamento aos associados, cabendo ainda, a responsabilidade de acompanhar, analisar e orientar a gestão orçamentária dos associados e dependentes.
Criado em julho de 2003, o SOF- Serviço de Orientação Financeira, que tem como objetivo orientar e auxiliar o associado na preparação do seu planejamento financeiro e acompanha-lo, através de um processo racional de administração do orçamento doméstico, tornando possível identificar as oportunidades e definir, antecipadamente, estratégias para enfrentar cada situação.
A proposta é possibilitar uma melhor qualidade de vida para os associados e dependentes, permitindo-lhes um controle dos seus gastos e o planejamento de forma corretiva e preventiva do orçamento familiar.
O SERVIÇO SOCIAL NO CONTEXTO DA COOPERATIVA DE CRÉDITO
“Entre os princípios que governam o crédito mútuo, a noção de aconselhamento e serviços é a que vem recebendo a maior ênfase, já que a meta primeira do sistema não é vender empréstimos ou produtos de poupança, mas sim oferecer soluções financeiras adequadas para cada tipo de problema. Com essa visão ampla, os especialistas em crédito mútuo emitem avaliações, proporcionando o exame, junto ao associado, das conseqüências de cada empréstimo no orçamento familiar” (Souza, 1992:13).
Para que se possa entender a razão do Serviço Social dentro de uma cooperativa de crédito, no caso especifico da COOPEREMBRAER – Cooperativa de Crédito Mútuo dos Empregados da Embraer como apoio e orientação, há que se ter em mente a motivação que leva as pessoas ao crédito. Empréstimos programados para uma determinada finalidade e perfeitamente controlados pelos tomadores fazem parte e constituem um benefício da vida moderna para os que sabem inserir e usar o crédito em uma perspectiva positiva para obtenção de melhoria na qualidade de vida.
O problema se instala quando dívidas são decorrentes de falta de planejamento ou resultado de comportamentos compulsivos e desenfreados para o consumo, criando um círculo vicioso e crescente de demanda por empréstimos cada vez maiores.
A implantação do Serviço Social na COOPEREMBRAER, em julho de 2003, aconteceu em função de fatores agravantes na questão de dívidas, que criam outros problemas, como instabilidade emocional, problemas de relacionamento familiar e que repercutem de forma negativa para os associados em sua produtividade dentro da empresa. Justifica-se assim, o atendimento ao associado e sua família, com uma abordagem centrada nesses aspectos, e dessa sistemática, criou-se o SOF - Serviço de Orientação Financeira.
Este programa busca orientar e auxiliar o cooperado no seu planejamento financeiro, através de um processo racional de administração do orçamento familiar, tornando possível identificar as dificuldades e as oportunidades, para definir estratégias para o enfrentamento de cada situação, acompanhando, analisando e orientando a gestão orçamentária familiar do associado.
“O dinheiro é pouco para todo mundo e torna-se necessário saber em que é mais importante gastá-lo. Daí a necessidade de um Orçamento; o qual é a peça mais importante de ajuda na administração da escassez de recurso, tanto para um governo, como para uma Empresa ou uma família. O Orçamento Doméstico tem a função exata de controle, planejando antecipadamente e gastando depois, assim, não gastando mais do que se ganha”. (Edwald 2004: 08 e 11).
Nesse sentido, a cooperativa torna-se um facilitador de recursos; uma vez que os juros são menores do que os praticados no mercado, a condição do pagamento das parcelas é facilitada, o desconto das mesmas é feito em folha de pagamento e, principalmente, com uma burocracia mínima. As integralizações de capital realizadas pelos associados se tornam uma forma de “guardar dinheiro”, um investimento mensal, de pequenos valores que, descontados em folha, tornam-se uma poupança “forçada”.
O empregado associado com situação financeira comprometida pode chegar a área do Serviço Social por caminhos diversos:
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Através da linha de gestão, quando esta detecta o problema e sugere ao associado a consulta a cooperativa;
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Por iniciativa própria do associado;
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Outras vezes, a área de atendimento detecta pedidos de empréstimos acima dos estabelecidos pela política de empréstimos, renegociações muito freqüentes ou ainda comprometimento muito alto da renda líquida mensal.
Após a identificação, é feita a abordagem para análise da situação financeira fazendo uma investigação dos fatores envolvidos: emocionais, familiares e financeiros. Num primeiro momento, ao analisar a situação, as primeiras medidas podem implicar em contatos com outras instituições para conferência de dados ou apoio na negociação de dívida existente sempre em conjunto com o associado. Algumas atitudes emergenciais são discutidas que permitam bloquear o agravamento da situação.
O associado pode procurar a área do Serviço Social enquanto ainda tem o controle da situação ou quando procura o caminho corretivo. Logo após a tomada de consciência de suas dificuldades uma pequena intervenção é o suficiente para se obter resultados satisfatórios. Geralmente são descontroles gerados pela redução momentânea de rendimentos, como por exemplo, redução no nível de horas extras ou excesso de descontos com despesas médicas não cobertas pelos planos de saúde.
Geralmente os problemas se instalam quando o crédito é utilizado para satisfazer algum desejo de consumo acima das posses, iniciando um círculo vicioso que só tende a se acentuar. As dificuldades de pagamento conduzem à necessidade de novos créditos, e ao uso indiscriminado de mecanismos como cartões de crédito, cheques pré-datados, uso do limite do cheque especial, empréstimos pessoais bancários para cobrir esses débitos, entre outros. Para determinadas pessoas, os comportamentos compulsivos de consumo continuam a se repetir na ilusão de que haverá recursos para pagar, criando a necessidade de novos empréstimos. Nessa fase, os empréstimos já estão sendo feitos em Financeiras que cobram os juros mais altos do mercado. Finalmente, o último recurso acaba sendo o agiota. Pode-se entender que o associado que vive essa situação esteja emocionalmente sob tensão, com reflexos no relacionamento pessoal com a família, no trabalho, e muitas vezes, na produtividade.
É importante considerar, por outro lado, que o mercado hoje em dia, facilita e estimula esse tipo de comportamento através do apelo contínuo ao consumismo, da oferta de crédito fácil em lojas, em bancos e em instituições financeiras.
Há inclusive casos de comportamentos num nível grave, podem ser considerados compulsivos, e requerem auxílio adicional de profissionais na área de Psicologia ou Psicoterapia.
Segundo o Neurologista Juscélio Dall'Oglio: "Uma compulsão pode ser tanto de origem biológica quanto Psicológica. A compulsão é um tipo de sintomatologia em nível de comportamento, não físico. Tudo o que temos em matéria de composição orgânica temos também uma contra-face psíquica, mental “, completa – “Mas é necessário separar compulsão de obsessão”.
A intervenção do Serviço Social começa com um levantamento e uma análise reflexiva da situação em que se encontra o usuário, para juntos, verificar as possibilidades e formas de resolver seus problemas, os recursos financeiros que possam ser disponibilizados pela cooperativa, dentro de uma perspectiva que garanta um mínimo para as despesas normais de subsistência. Porém, essa análise também passa necessariamente pela revisão dos hábitos de consumo e cortes nas despesas.
É importante nesse ponto estar capacitado para desenvolver uma relação de confiança com o associado, de modo que o enfoque do problema possa ser feito numa atmosfera segura e compreensiva, livre de qualquer julgamento ou crítica.
Assim, a intervenção supõe uma técnica específica de abordagem, o enfoque sobre os aspectos financeiros que afetam também o emocional, disponibilização e uso dos recursos da cooperativa. Supõe, também, por parte do profissional, um mínimo de conhecimento dos mecanismos de funcionamento do mercado financeiro, sobretudo juros, e os mecanismos que a lei coloca à disposição, basicamente o Código de Defesa do Consumidor. Em alguns casos, torna-se necessário o apoio de outros profissionais, sejam eles psicólogos, economistas ou advogados.
Nessa intervenção, os recursos financeiros da cooperativa podem ser disponibilizados de forma especial, mas a continuidade depende de um acompanhamento acurado dos gastos do associado através de uma planilha desenvolvida para o planejamento e controle criterioso das receitas e despesas. É este trabalho com o “Orçamento Familiar” que vai permitir alcançar a curto, médio ou longo prazo o saneamento das finanças pessoais do associado. Os resultados dependem de diversos fatores, mas pode-se afirmar que depende da adesão e da firmeza com que o associado encare o desafio, bem como do envolvimento de toda a família nesse empreendimento.
Depoimentos:
“O SOF, através de planilhas de controle orçamentário, orientação e acompanhamento , foi muito importante para controlar minhas despesas pessoais. Essa orientação mostrou-me que com um planejamento estruturado é possível manter os gastos dentro dos limites orçamentários, sem no entanto, restringir despesas cotidianas como educação, lazer e diversão.Esse tipo de serviço é de grande utilidade para pessoas que, como eu, não possuem ou não possuíam familiaridade com gestão de orçamento ou que não praticam a gestão de seus orçamentos mensais”
Declara Danielle Rosa, Técnica em Apoio Operacional da Embraer.
Não perca mais dicas do SOF em breve!
PLANILHAS DE CONTROLE ORÇAMENTÁRIO
DICAS DE ECONOMIA:
Você já pensou em fazer o seu planejamento familiar?
O Planejamento Financeiro aborda a elaboração do seu orçamento, a racionalização dos gastos e a otimização de seus investimentos.
É um processo racional de administração do seu orçamento familiar, visando atingir seus objetivos e tornando realidade seus sonhos e desejos.
Desta forma torna-se possível identificar as oportunidades, dificuldades e definir, antecipadamente, estratégias para enfrentar cada situação.
A maioria das pessoas trata de suas finanças procurando gastar menos do que ganha.
Este é um aspecto importante, mas é fundamental estabelecer metas, pois sem elas as pessoas agem como um barco sem rumo. O Planejamento Financeiro mostrará onde está, onde quer chegar e indicará os caminhos a percorrer.
Clique aqui para acessar a página de Download e visualizar a Planilha Orçamento Mensal e Anual
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ATENDIMENTO:
Serviço de Orientação Financeira da Cooperembraer
Andresa Rocha – Ramal: 6241