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Cooperativa de Crédito Mútuo dos Empregados da Embraer

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Alternativa para o crédito

A (boa) notícia para os bancos é sempre a mesma: as maiores instituições financeiras do País batem recorde de lucros. Banespa, Bradesco, Itaú e Unibanco somaram um lucro líquido de R$ 10,504 bilhões nos primeiros nove meses do ano. O resultado é 52,1% maior do que os R$ 6,9 bilhões obtidos nos primeiros nove meses de 2004.


A expansão do crédito, especialmente no segmento pessoa física, foi o grande fator para o estrondoso resultado dos bancos privados brasileiros e aponta para a seguinte constatação: mesmo diante da crise política, o País vive uma fase de recuperação da renda e do emprego. Na prática, isso significa que cada vez mais pessoas buscam crédito para satisfazer as suas mais variadas necessidades.


A questão é que os brasileiros ainda pagam os juros mais altos do mundo quando poderiam ser menos penalizados nesse aspecto.


A alternativa para isso é o crédito cooperativo que, lamentavelmente, corresponde a apenas a 3% do total das operações financeiras do país. Porém, o modelo é utilizado por mais de 136 milhões de pessoas em 91 países. Nos Estados Unidos, 43% da população economicamente ativa utiliza serviços de cooperativas de crédito; no Canadá, 22,5%; na Austrália, 27%; e no Uruguai, 17%.
No Brasil, as 1.436 cooperativas de crédito em funcionamento emprestam dinheiro a juros de 1% a 3% ao mês para pouco mais de 2 milhões de associados. Já nos bancos convencionais, segundo dados da Anefac, a taxa média é de 7,58% nas operações de crédito para pessoa física e de 4,4% para pessoa jurídica.


Nas cooperativas, os pequenos empréstimos ajudam a apagar pequenos incêndios e facilitam a vida de milhares de pessoas.


Não bastasse essa utilidade no varejo, micro e pequenos empresários decidiram se juntar em cooperativas de crédito para fomentar seus negócios. Atualmente há no País mais de 30 entidades dessa modalidade fazendo a diferença para diversos empreendedores.


A cooperativa de crédito oferece todos os serviços de um banco como desconto de duplicatas, cobrança, cheque especial, cartões de débito e crédito, aplicações e recebimentos diversos. A diferença é que, caso seja apurado lucro, parte do mesmo é dividido entre os cooperados, de acordo com o número de contas adquiridas.


É inegável que o atual governo vem apoiando o cooperativismo de crédito. Recente medida do Conselho Monetário Nacional (CMN) flexibilizou as normas para a constituição de cooperativas.

A permissão para serem formadas cooperativas de livre adesão em cidades com mais de 750 mil habitantes deve sair até o final do ano, o que irá fomentar bastante o crédito cooperativo.


Se todos concordam que um dos nossos principais problemas é a geração de emprego e renda, o cooperativismo de crédito certamente é uma alternativa concreta para melhorar a vida e a economia do país. Falta os brasileiros explorarem mais este nicho como alternativa aos juros altos praticados pelos bancos comerciais.


O autor é presidente da Central das Cooperativas de Crédito do Estado de São Paulo (Sicoob Central Cecresp)

Taxas de juros apresentam pequenas alterações em novembro, revela pesquisa do Procon-SP

Levantamento elaborado pelo órgão constata que a taxa média do empréstimo pessoal retomou a trajetória de alta, interrompida em outubro, quando houve queda. O cheque especial registrou a primeira queda do ano.

A Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo, realizou em dez instituições financeiras, nos dias 3 e 4 de novembro, pesquisa de taxa de juros de empréstimo pessoal e cheque especial para pessoa física. Os bancos que fizeram parte da pesquisa foram HSBC, Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander, Nossa Caixa, Real e Unibanco.

Empréstimo Pessoal - a taxa média dos bancos pesquisados foi de 5,45% a.m., superior à do mês anterior, que foi de 5,42% a.m., significando um acréscimo de 0,03 ponto percentual.

As altas verificadas nas taxas de empréstimo pessoal foram: Banco Real – alterou de 5,70% para 5,90% a.m., o que significa um acréscimo de 0,20 ponto percentual, representando uma variação positiva de 3,51% em relação à taxa de outubro/05; Caixa Econômica Federal – alterou de 5,10% para 5,22% a.m., o que significa um acréscimo de 0,12 ponto percentual, representando uma variação positiva de 2,35% em relação à taxa de outubro/05.

As quedas verificadas nas taxas de empréstimo pessoal foram: Bradesco – alterou de 5,85% para 5,81% a.m., o que significa um decréscimo de 0,04 ponto percentual, representando uma variação negativa de 0,68% em relação à taxa de outubro/05; HSBC – alterou de 5,06% para 5,04% a.m., o que significa um decréscimo de 0,02 ponto percentual, representando uma variação negativa de 0,40% em relação à taxa de outubro/05.

Os demais bancos mantiveram suas taxas de empréstimo pessoal.

Cheque Especial - a taxa média dos bancos pesquisados foi de 8,31% a.m., inferior à do mês anterior, que foi de 8,32% a.m., significando um decréscimo de 0,01 ponto percentual.

O único banco que alterou a taxa de cheque especial foi o Bradesco, que passou de 8,31% para 8,27% a.m., o que significa um decréscimo de 0,04 ponto percentual, representando uma variação negativa de 0,48% em relação à taxa de outubro/05.

Considerando que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em função do prazo do contrato, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo. Vale lembrar, também, que os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.

A pesquisa realizada pelo PROCON apresentou, neste mês, um comportamento um pouco diferente dos juros, em relação ao mês anterior. A taxa média do empréstimo pessoal retomou a trajetória de alta, interrompida em outubro, quando houve queda. O cheque especial registrou a primeira queda do ano.

Cabe salientar, porém, que as variações são de pequena magnitude. No caso do cheque especial, a queda chega a ser inexpressiva; se considerarmos que a taxa média de outubro foi de 8,315% e a deste mês foi de 8,311%, a diferença se deu mais por força de arredondamento de casas decimais.

Na reunião de outubro, o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central decidiu reduzir a taxa básica, que passou de 19,50% para 19,00% ao ano. A expectativa é que a taxa básica caia ainda mais e encerre o ano em 18,00%.

Esse afrouxamento da política de juros está ligado a alguns indicadores positivos: comportamento favorável dos índices de inflação (apesar do recente aumento dos preços dos combustíveis); tranqüilidade observada no mercado de câmbio (a valorização do real mantém sob controle os preços de bens e matérias-primas importadas); e a expectativa de que a inflação de 2006 fique próxima das metas do governo.

No mercado financeiro, a redução da taxa básica já era esperada, no entanto o cliente bancário ainda não está sentindo no bolso o reflexo dessa redução. Apesar da taxa SELIC influenciar todas as demais taxas do mercado, não é seu único componente.

Diante dos juros elevados e da variedade de linhas de crédito, o consumidor deve tomar alguns cuidados:

· analisar os juros, o prazo, as condições e despesas de contratação e sua capacidade de pagamento;
· ficar atento à oferta de serviços financeiros pelo varejo. Grandes redes de lojas, em parceria com bancos e financeiras, passaram a oferecer crédito pessoal para clientes e não clientes. Apesar da facilidade, os juros costumam ser altos;
· se precisar realmente de dinheiro, é preferível o crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) que tem juros menores.

Assessoria Imprensa
Procon-SP/Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania

 

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